Muito já se falou a respeito do Feminismo. No geral, falou-se muito mal. De acordo com o discurso conservador, trata-se de um movimento de mulheres extremistas, com seios à mostra, defendendo igualdade total com os homens, liberdade sexual e o direito ao aborto, isto é, ao assassinato de um ser humano ainda no ventre. Para os homens e mulheres sexistas, as feministas pregam uma ruptura com a ordem natural das coisas, isto é, com os papéis de gênero determinados pela Natureza ou por Deus, a saber: o homem deve ser o provedor e chefe da família, enquanto a mulher deve-lhe alguma espécie de submissão, sendo a responsável pelo trabalho doméstico e pela educação dos filhos. O conspiracionismo, tão em voga hoje, representa o Feminismo como uma proposta de destruição da família, o que seria uma etapa para a implementação de uma ordem global comunista. E segundo a ótica de abusadores, o Feminismo simplesmente atrapalha a vida, transformando práticas arraigadas em abuso sexual e estupro."Infelizmente, existe o movimento feminista", disse o jogador Robinho, que enfrenta na Itália a acusação de ter participado de um estupro coletivo. Para o liberaleco e conservador Rodrigo Constantino, o feminismo radical, ao transformar tudo em abuso, está ameaçando os valores da nossa civilização. Diante de tantas manifestações de ódio ao Feminismo, a leitura de O feminismo é para todo mundo, da autora feminista Bell Kooks, mostra-se fundamental, tanto para esclarecer o que de fato o movimento das mulheres é, e quais são suas bandeiras, quanto para convocar feministas à reflexão sobre a necessidade de a mensagem do Feminismo ser abraçada também pelos homens.
Hooks já esclarece que o Feminismo não é um
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