Psicose: enfim, conheci Alfred Hitchcock!


Por pouco passava batido por mim um post, compartilhado por um amigo no Facebook, alusivo ao dia das mães. Nele havia a imagem de um homem jovem, de olhar sinistro, desejando "Feliz dia das mães", seguida da mesma imagem em que agradecia: "Obrigado, filho". Estranho, não? O jovem de aspecto sinistro é Norman Bates, personagem de Psicose, provavelmente o mais famoso filme dirigido por Alfred Hitchcock, e que eu havia assistido apenas alguns dias antes, dentro do meu projeto de assistir aos filmes mais importantes da História do Cinema. Psicose é um clássico do gênero suspense, lançado em 1960, com roteiro de Joseph Stefano, a partir do romance homônimo de Robert Block, cujos direitos foram comprados pelo visionário Hitchcock. 

Logo no início do filme somos apresentados a Marión Crane (Janet Leigh), uma jovem e bela secretária que mantém um caso amoroso com um homem divorciado. As cenas iniciais, com a protagonista de sutiã, em um motel com um homem com quem não era casada, já são muito significativas do ponto de vista histórico, uma vez que ousadas para os padrões conservadores da  sociedade americana da década de 1960. O casal de amantes não possui recursos, o que os impede de assumir maiores compromissos, no entanto Marión não se conforma com uma vida assim limitada. Não é por outra razão que rouba 40 mil dólares e foge. É quando a narrativa efetivamente começa. Sendo surpreendida por forte tempestade, acaba conseguindo abrigo no motel Bates, onde é recepcionada por Norman Bates (Anthony Perkins), um sujeito ao mesmo tempo simpático e misterioso. Esse é o encontro de uma mulher que cometeu um erro com um homem mentalmente perturbado. Na sequência temos a famosa cena do assassinato, marcada pela trilha sonora de Bernard Herrmann. Supondo que você já viu ou ainda verá esse clássico, é tudo quanto contarei da narrativa.

O mais impactante em Psicose, na minha visão, é o assassinato da protagonista ainda no meio do filme. Se isso me surpreendeu bastante, imagino como foi recebido na época por um público ainda não acostumado a narrativas experimentais e não lineares. A obra inteira tem o mérito de ser inovadora sob vários aspectos. Soube que foi a primeira vez que um sanitário aparece em um filme, o que, evidentemente, é apenas uma curiosidade interessante. No entanto, o filme trata de temas incomuns como sensualidade, travestismo, psicopatia e complexo de édipo. Além, é claro, de ser muito eficaz na condução dos sentimentos do expectador, com tomadas intensas, como a protagonista dirigindo, sendo perseguida pela polícia ou tomando banho, sempre acompanhas com por uma angustiante trilha sonora, gerando o suspense pelo qual Psicose se notabilizou. É um filme interessante, obrigatório para todos os amantes da Sétima Arte. Conheci, enfim, Hitchcok,e pude, como efeito colateral, aumentar meu repertório a ponto de entender um meme um pouco mais elaborado. Feliz dia das mães.

Comentários