Quando se trata de canção popular, não tenho nem nunca tive preconceito com o antigo, de sorte que nunca me furtei de ouvir com muita atenção canções do começo do século passado, por exemplo. Essa postura me levou a descobrir muitos artistas fantásticos e muitas pérolas do nosso cancioneiro nacional. No entanto, quando o assunto é cinema, confesso, sempre tive certo pé atrás com as obras antigas, produzidas sem os recursos técnicos de hoje e em preto e branco. Por essa razão é que me surpreendeu muito positivamente o clássico Cidadão Kane, de Orson Welles, lançado em 1941, ao qual me dignei em assistir hoje. O filme é, sem dúvida, uma obra-prima do cinema, uma obra que não envelheceu, comunicando-se ainda com facilidade com o público de hoje Não entendo muito de cinema para poder analisar seus aspectos técnicos, mas posso dizer que se trata de um filme com um roteiro muito interessante, e com uma condução narrativa capaz de prender a atenção do espectador do início ao fim. Outro ponto de destaque é a sua trilha sonora.
O enredo se desenvolve em torno da figura de Charles Foster Kane, um magnata da comunicação, que é separado da família ainda jovem para viver uma vida de rico. Adulto, consegue tudo o que o dinheiro pode comprar: fama, mulheres e poder, mas algo lhe falta, algo que se traduz na palavra que profere antes de morrer: Rosebud. Esse é o mote para podermos conhecer sua história. Há uma investigação para descobrir o significado dessa palavra, de modo a entender melhor quem foi o cidadão Charles Foster Kane. A partir daí, deparamo-nos com flashes da vida do personagem, o que revela uma narrativa não-linear, e uma inovação para época trazida pelo diretor Orson Welles, que, curiosamente, é quem faz o papel do protagonista no filme. Enfim, é uma obra indispensável para quem é apaixonado pela Sétima Arte.

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